Desconstruir a maternidade romântica é nosso papel

A forma como a sociedade coloca a maternidade romântica, tipo aquela idéia de que mães são seres perfeitos, sempre sorrindo, angelicais, santas que jamais erram é uma das ferramentas de opressão para nos vender a vontade de ser mãe.

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Já cansei de ouvir de amigas childfree convictas que elas ainda tem um pedacinho lá dentro de vontadinha de ter filhos. Vontadinha essa, queridas, provocada pelo marketing que o sistema patriarcal faz em cima da maternidade.

Eles querem te seduzir sim. Sabe porque? Por que mãe é mulher que não age. Mãe fica quieta pois tem seu tempo reduzido. Mãe não incomoda. Mãe está, em muitos casos, fora do mercado de trabalho. Mãe tem pouco tempo: o tempo que tem é precioso e normalmente é usado para coisas urgentes. Ativismo fica por último. Uma mãe é uma mulher com muito menos tempo de incomodar e de reivindicar seus direitos na sociedade. 

Mas eu estou aqui para tentar mudar isso. Eu, mãe apaixonada louca pela cria, estou aqui para te dizer: essa romantização é uma mentira. Maternidade é uma responsabilidade pesada. Sim, é apaixonante, visceral e não posso mais ver a minha vida de outra maneira, porém vamos a verdade: tem que querer muito. Não compre a idéia poética de ser mãe.

Mãe não é exclusivamente amor, carinho e compaixão. Mãe é uma mulher que sofre, que chora, que reclama. Mãe se tranca no banheiro por minutos livre pela sua sanidade. Mãe é uma mulher que, como nunca antes, questiona o patriarcado e os malditos papéis de gêneros dentro da maternidade. Mãe fica com inveja do pai e da vida dele que segue tão igual a antes. Mãe sente vontade de ter nascido homem. Mãe se exclui socialmente. Mãe carrega nas costas dupla ou tripla jornada. Mãe abre mão da vida profissional porque não tem escolha. Ou em muitos casos aceita qualquer trabalho porque precisa. Mãe vai rodar na entrevista de emprego, adivinha porque? Por que é mãe. Mãe talvez seja uma mãe que não pôde ter acesso ao aborto e tenha sido obrigada a sê-lo. Mãe se arrepende. Sim, de ter se tornado mãe: pelo menos por um segundo, ela se arrependerá. Mãe se sente sozinha. Mãe vai querer que a licença maternidade acabe logo, e depois não vai querer que acabe nunca. Dói ficar em casa 100% do tempo com um bebê mas também dói sair de casa sem ele. Mãe é contradição. Mãe atura marido por medo de se separar. Por medo de ser mãe solteira. Mãe atura até violência doméstica por isso. Mãe tem dores. Físicas e psicológicas, muitas dores. Além das suas dores, mãe também sente as da cria (10x mais forte). Mãe é mulher sobrecarregada. É mulher há dias sem dormir. Cansada. É mulher sem o mínimo de vaidade pois já abriu mão do que não é urgente. Ou é mulher vaidosa que se sente feia por não ter tempo. Mãe se sente muito feia. Tem que se acostumar com o novo corpo. Mãe passa fome. Passa dias sem tomar banho. Mãe olha para o céu e agradece quando consegue fazer xixi. Mãe tem suas vontades e necessidades jogadas para o lado para atender a cria. “Ahhhh mas mãe que é mãe faz isso feliz”. Ela tem escolha? Mãe é insegura. Mãe é uma mulher que se tornou tão vulnerável quanto como se sua pele do peito fosse arrancada e o coração estivesse exposto ali assim tão fácil de ser machucado.

Mãe se culpa, se culpa, se culpa diariamente e se questionará como mãe para o resto da vida pois a sociedade não vai cansar de apontar o dedo e lembrá-la de como ela provavelmente está fazendo isso errado.

Mãe é uma mulher que sonhou com a maternidade romântica e sofreu muito para adaptar-se quando viu que a realidade é bem diferente. E que, por conta da poesia que todos pensam quando se fala em “ser mãe”, ela não se sente no direito de reclamar. Não sem se sentir envergonhada ou culpada. Porque MÃE É MÃE, dizem todos. Essa frase opressora que serve de justificativa para que aceitemos todo o peso da maternidade sem reclamar, quase como se fosse “agora aguenta”.

E é claro que eu escrevo esse texto com o coração e com culpa, pois afinal MÃE É MÃE, né? O que eu estava pensando? Ainda bem que, no sofrimento, na surra, nas situações difíceis nós também crescemos. Agradeço a maternidade por me mostrar o quão forte nós realmente somos. E você nos subestima patriarcado, quando acha que a falta de tempo que a maternidade acarreta vai nos calar. Estamos juntando nossas forças. Nos aguarde.

163 thoughts on “Desconstruir a maternidade romântica é nosso papel

  1. MEGA TEXTO SOBRE A MATERNIDADE, um dos mais abertos e francos que já li! Já sofri muito por lutar pra não ser essa mãe estereotipada, fui questionada e criticada até por meus filhos, que no fundo desejavam ter uma mãe dentro dos padrões que a sociedade determinou. Mas sobrevivi e fiz do meu jeito, da melhor maneira que pude. Grata por essa leitura!

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    1. Se você não quer ter filhos, entendemos, mas peço que poupe-nos de suas projeções pessoais. O mundo não gira em torno da compreensão individual de um ser. Reducionismos são a demonstração de pobreza na averiguação.

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      1. “O mundo não gira em torno da compreensão individual de um ser. Reducionismos são a demonstração de pobreza na averiguação.”

        😉

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      2. Ela é mãe! E das boas prq fala a verdade e isso não é projeção pessoal dela. Isso é fato! Não nos poupe de sua criticidade e da falta de romantismo nessa situação moça! Um pouco de realidade faz bem. Mãe que é mãe sabe disso!!!!!

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  2. Sou pai, reconheço todos estes sentimentos em minha esposa e também me sinto muito frustrado. Não sei como me comportar. Me dedico com todas as minhas forças à ser um bom pai (e marido) nessas horas, mas, como o próprio texto diz, ouço constantemente insatisfações e reclamações. O pai interessado, que não quer ser só “aquele cara que ajuda” é carente de referências! Eu não sei onde procurar informações, não sei ao certo como posso ser mais que o “que ajuda”. É uma bosta!

    Alguma dica, sugestão, conselho? Como um pai pode participar e dividir esse fardo nos momentos bosta, também assumindo essa frente ao lado da mãe?

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    1. Olha, Augusto, as reclamações são juntamente por que a sociedade espera muito da sua mulher e ela acaba se sobrecarregando. Uma dica: ver os trabalhos domésticos ou criação do filho como “ajudar a mulher” talvez subconscientemente te faça ver isso do jeito que a sociedade vê, ou seja, como uma obrigação dela que você ao participar, alivia. Mas isso não é verdade, dividir o trabalho igualmente é o que deve ser feito. Será dor e esforço tanto físico quanto mental para os dois.

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    2. Augusto sei bem como voce se sente pois meu marido é igual. Um super pai e homem. Ele nao pensa em me ajudar, ele faz quase tudo que eu faço e as que nao podem ser feitas (como amamentar) ele divide. Exemplo eu dou de mama ele faz arrotar, ele da banho eu troco, se estou amamentando ele esta lavando a louca, tirando os brinquedos do chao e tudo mais. Para muitos parece estranho, muitos acham q as maes devem e precisam fazer tudo (ate pq foram criados assim) homem nao deve fazer servico de casa e blablabla. As reclamacoes muitas vezes vem, ate de mim que reconheco que ele faz tudo, pq as vezes a gente precisa reclamar e com quem vamos falar ja q muitas vezes nao saimos,nao temos tempo para telefonemas, amigos se afastam essas coisas. O negocio é que alem de ser pai e mae, se tiverem um relacionamento tb precisam de tempo p ele. Aqui em casa foi assim, nos temos 3 filhos, somos pais em tempo integral e nao nao tenho ajudantes. Mas deixei na agenda um horario p nos, onde largamos ate a louça se tiver na pia, ate a roupa de tiver no chao e tb respiramos. Os 2. Seja p olhar um p cara do outro e reclamar, como para sentar e assistir um filme. Mas para largar tudo essa mae tem q ter apoio e so quem faz tudo tb entende que pode sim deixar coisas de lado p viver. Que as heroinas felizes de salto alto sao so p os filmes e novelas.

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    3. Então acho que estou no caminho certo.
      Encaro as coisas de igual pra igual. Nem sempre a coisa se dá como esperávamos, porque trabalho fora e minha esposa fica em casa, acaba em contato com nosso filho o tempo inteiro. A coisa flui bem, mas tem horas que rolam uns stress.

      Lembro que na época que ela estava amamentando (nosso filho está pra fazer 3 anos) quem acordava a noite era eu, pegava ele no berço, “plugava” nela, ficava de olho até ele terminar, fazia arrotar e ninava de novo. Tinham vezes que ela nem acordava.

      Enfim, me esforço muito pra ser o justo, o mais justo possível.
      No mais, parabéns pelo texto, concordo com tudo, é importantíssimo derrubar a fantasia e gostar da realidade como ela, com honestidade.

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    4. Caramba, geralmente os pais sao mais afastados, ai quando se encontra um pai dedicado e atencioso, que se preocupa em ajudar, todos pensam: “isso que homem”, “que bonitinho” etc… mas nunca paramos pra pensar realmente nisso. Os homens nao tem referencias, nao trocam informações, como as mães fazem umas com as outras. Entao, a quem recorrer? Deve ser mt dificil msm. Espero que atravesse essa fase com sucesso.

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    5. Adorei o texto e posso te dizer Augusto Zimiani, que todas as tarefas com os filhos podem ser divididas entre a mãe e o pai, eu penso que, a única coisa exclusiva da mãe seja a amamentação, tirando isso, todo pai deveria querer: dar banho, arrumar o bebê, colocar pra dormir, dependendo da idade do seu filho/a, ainda existem inúmeras outras tarefas que VC pode participar. Boa sorte!

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    6. caro augusto! Segurar as pontas, trocar cocô, ajudar na janta, nas tarefas domesticas, sair com as crianças para a mãe descansar, se mostrar disposto a ajudar, ser presente, dar presente, dar carinho, surpreenda, além de ser mãe ela também é sua esposa e tem mulher que se esquece do papel de esposa quando se torna mãe.
      Mas enfim, o primordial é divisão nas tarefas, sou mãe solteira, faço tudo sozinha, pago tudo sozinha, tudo que imaginar sou eu com minha filha, e vejo as minhas amigas casadas que elas são tão felizes quando os esposos as ajudam nas tarefas e vejo a insatisfação daquelas que tem maridos machões que mal pegam as crianças e deixam todo trabalho domestico e de criação para as mães.

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    7. Como mãe e tendo um marido que “ajuda” entendo que o pai que vc “quer ser” não oferece ajuda, vai lá e faz, quando a gente pensa em fazer já foi feito ou está sendo feito! Acho que essa é a principal diferença entre o pai que ajuda e o “pãe”.

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    8. Eu sou mãe e tenho um conselho a te dar (obrigada por pedir): aja como se VOCÊ fosse a mãe… Isso quer dizer: assuma a responsabilidade como se fosse majoritariamente sua e faça isso em todos os níveis do desenvolvimento das cças: afetivo, economico, educacional… Quanto mais evolvido vc estiver mais saberá suprir e antecipar as necessidades. Ela vai confiar mais em você para de fato dividir o fardo. Não adianta estar “de corpo presente”, tem de estar de coração, cérebro e bolso presentes tb.

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      1. Valeu, galera, pelos toques e comentários! Acho que tenho encarado da maneira certa. Sabe como são homens (no geral), né, a gente as vezes acha que ta fazendo uma coisa e ta fazendo outra. Tenho em mente justamente agir como se eu fosse a mãe. Procuro ser atento a dividir o tempo dedicado pra si de forma igual, assim tanto ela quanto eu podemos ter nossas atividadezinhas além filho.

        Valheu!

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    9. Mais de meio caminho andado…😊
      Ser um bom pai é assumir que as tarefas e a educação desse serzinho são de responsabilidade dos dois…as mamãe não querem que os papais AJUDEM…querem que assumam igualmente! O querer participar ativamente da vida dos filhos te faz muito melhor, se esforçar para fazer bem então…
      Vá com fé, está no caminho!

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    10. Sinceramente, o pai não tem que ajudar, ajudaria se toda a responsabilidade fosse da mãe, pai tem que partilhar, dividir, levantar durante a noite para atender o bebé, trocar fralda, ser pró-activo. Lava loiça, passar a ferro, lavar roupa, estender e recolher. O marido deve ser companheiro, criativo e carinhoso, nunca, jamais permitir que a mãe pense que é má mãe, nem nunca permitir que alguém insinue isso. Um bom marido percebe que uma mãe não é só mãe, que uma boa mãe antes de tudo é uma mulher. Andas no bom caminho, só o interesse já diz muito! Boa sorte 😉

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    11. Vou te dar uma idéia, coloca a criança num carinho ou no carro e vai dar uma volta, enquanto ela toma aquele banho demorado, pois o nervosismo da mãe agita a criança e vice-versa e tira um dia para tomarem banho todos juntos com os filhos, assim vocês estaram fazendo juntos e não dividindo as tarefas as obrigações, quando em verdade vocês agora são mais que dois e cultivar o convivio entre todos significa afeto e esta atitude de fazerem juntos deve se estender para todas as coisas que tem que ser feitas com a criança, da mesma maneira que vocês aprenderam a fazer as refeições juntos, ou a limpeza da casa, etc… quando foram para a mesma casa. Lembra de fazer chá de alecrim para a mãe, toda vez que a criança estiver doente e toma umas xícaras deste chá com ela caso vocês tenham que ficar de plantar no P.S (pois anima e alivia a tensão) e principalmente aprenda a esperar para dar aquele abraço que mostra que você viu o que ela fez e que esta com ela e deixe claro que você se importa!! Não se deixe contaminar pela insegurança do momento, espere para desabar junto com ela, depois que o problema se for! E lembra que as vezes ela só quer ir ao banheiro sozinha quando tem vontade de fazer xixi e não ter que esperar mais uma vez ou levar o bebê junto, o mesmo vale para a sede! Felicidades para vocês, pois sou mãe e apesar de todas as dificuldades no relacionamento (e estes foram muitos) ele não desistiu de mim, mesmo eu sendo tão difícil e mesmo que ser mãe tenha se tornado para mim, prioridade!

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    12. Cara mt respeito por vc.
      A sociedade precisa de mais pessoas assim, a maioria de vcs só se preocupam em evidenciar como fazemos tudo errado.

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  3. Nossa estou chorando pelo texto e pelos comentarios. Meu marido me abandonou um ano depois que meu filho nasceu. Eu trabalhava fora 12 horas por dia e nao dormia. Deu merda. uma hora uma mae sem ajuda quebra. Estar no exterior sem familiares por perto piora. E todo mundo julgando e apontando a mae… Obrigada. Queria ter lido esse texto antes. Eu era apaixonada pela materninda romantica, desconhecia esse conceito e depois de 4 anos sem conseguir conceber minha primeira e unica gravidez aconteceu aos meus 35 anos. Meu filho tem 8 anos. Nao vejo vida sem ele e quero melhorar para ele. O resto a gente vai levando, mas eu queria mais. Eu nunca quis ser mae solteira… Aos pais que participam fazendo a paternidade sua obrigacao, parabens! O mundo ainda tem muito que aprender.

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  4. Nunca vi tanto exagero em uma postagem. Tenho 4 filhos, hoje o caçula tem 11 anos.
    Nuuuuuuunca fiquei sem banho, sem ir ao banheiro, com a casa bagunçada, com roupas acumuladas pra lavar. Quem faz nosso tempo é a gente. Agora seva criança solta um pum e a mãe para tudo que ta fazendo azar né!! Muitas criam filhos inúteis, que nem suas próprias camas arrumam , so pra terem do que reclamar.

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    1. Para muitas mulheres realmente é muito mais fácil ter filhos, ou por terem ajuda familiar, ou por não trabalharem fora, ou por ter uma vida moldada para esse estereótipo de mãe perfeita. Assim ela cresce para ser a serviçal eficiente e o faz com alegria, pois realiza sua função nativa. Diferentemente da maioria que trabalha, estuda e tem uma vida voltada não somente a uma função mas a todas que nosso meio hoje exige que tenhamos. Ser uma mulher atual e tentar ser uma mãe das antigas é receita infalível para a depressão, pois é impossível trabalhar fora, dar amor e atenção a crianças, manter a casa impecável e se manter mulher com todas as vaidades de antes, sem ter auxiliares. Sugiro a quem acha que consegue fazer tudo isso perfeitamente olhar atentamente ao seu redor e verificar qtas arestas está deixando sem aparar, inclusive na criação dos filhos que provavelmente terão bem menos atenção do que a pia suja.

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  5. Nem sei porque me peguei lendo esse texto de uma autora que desconheço, porém quando comecei não consegui parar, e tenho que confessar:

    Sinto muito que você se sinta assim a respeito da maternidade.

    Eu acredito que o que você rotulou como “romantismo” é mada mais do que a realidade.

    Tenho 30 anos, sou mãe se dois meninos maravilhosos e 90% das minhas amigas tem filhos e frequentemente conversamos sobre maternidade e não acredito que nenhuma delas pense dessa maneira.
    Não é um “marketing patriarcal” que faz as mulheres terem desejo de serem mães, e sim um instinto natural que a mulher tem, afinal, nossos corpos foram feitos pra isso.

    Com certeza ser mãe ou pai é uma tremenda responsabilidade, uma outra vida depende de você, isso não quer dizer que isso seja uma coisa ruim, pelo contrário, responsabilidade nos faz crescer, aprender, e sermos pessoas melhores.
    Nunca tive vontade de ser o homem com a intensão de que a minha vida continuasse a mesma após a maternidade pois se almeijei a maternindade era porque esperava que minha vida mudasse, e como mudou. Pra muito melhor do que eu jamais poderia imaginar, com todos os desafios e dificuldades, pois eles só me fazer quere ser uma pessoa melhor para os meus filhos, para a minha família.
    Pra concluir, absolutamente não, não me arrependo nem nunca me arrependi, nem por um milésimo de segundo, escondida no banheiro, de ter me tornado mãe. Foi uma escolha que eu fiz muito antes de ter um filho de que eu queria isso pra mim.

    Segue um link abaixo, a quem se interessar, um discurso de um apóstolo de Jesus Cristo hoje aqui na terra sobre a santidade de uma mãe.

    https://www.lds.org/general-conference/2015/10/behold-thy-mother?lang=eng

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    1. Ser mãe é uma responsabilidade enorme e também muito cansativo. Com certeza todas nós cansados, tem horas que da vontade de lagar tudo, até mesmo porque antes de sermos mães somos humanos… Mas apesar de tudo issa a maternidade para mim é a coisa mais linda do mundo!!! O texto fala muitas verdades, mas é exagerado e não fala nada sobre a parte boa da maternidade. Pra mim só a alegria do meu filhote já é o suficiente para mim.

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  6. Cada um tem a sua opinião.
    Mãe se arrepende de ter se tornado mãe pelo menos por um segundo!? Sou mãe não me arrependo por nada nesse mundo foi a melhor coisa que ja aconteceu na minha vida.
    Não sinto inveja da vida do meu marido afinal a rotina dele também mudou a nossa vida mudou.
    Jamais me sinto sozinha hoje me sinto realmemte feliz.
    Dizer que fico noites sem dormir que fico sem fazer xixi sem tomar banho sem comer que me sinto feio que não aceito o meu corpo sinceramente estarei mentindo.
    Logicamemte que não faço as coisas como antes mais faço sim tudo normal nada de diferente a minha vida mudou sim mais tenho certeza que mudou pra melhor.
    Uma mãe atura um marido por medo de ser mãe solteira aceita violência doméstica sinceramente isso e falta de amor falta de tomar vergonha na cara ninguém e obrigado a ficar com ninguém filho não segura relacionamento.
    Sobre o que as pessoas acham ou dizem sobre a minha vida como devo ser mãe o que sinto ou deixo de sentir como agir o que fazer realmente pouco importa.
    Vivo a minha vida a vida da minha família pouco importa a opinião de um ser humano que não faz parte da minha vida.
    A realidade e que hoje em dia as pessoas se importa muita com opiniões.
    Amo ser mãe adoro ficar com a minha pequena 100% não foi planejada não me arrependo não abro mão de nada vivo a minha vida com certeza bem mais feliz.

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    1. hum… a mãe fica, sim, com o marido, insatisfeita, agredida, dada a sua baixa autoestima e seu medo de não dar contas de criar sozinha com filhos. É uma triste, mas cruel realidade. Basta ler noticiários, querida. O patriarcalismo é histórico.

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  7. Acho que tudo isso é verdade, porém quando tudo depende dos óculos que colocamos, da forma de ver a vida e as coisas. E o amor? E aquele momento em que nossos filhos abrem os bracinhos e só querem uma coisa: “mamãe”!!! A gente, não há tanto amor que cauba no peito… vamos comparar então nossas vidas com ou sem eles… concordo: para ser mãe precisa querer muito, porque não é só flores, mas … coloquemos a seguinte situação: nós mulheres temos apenas 2 escolhas na vida: ser mãe ou não ser mãe… Se escolhemos a primeira vamos passar por tudo o que está escrito acima, teremos momentos de desespero sim, mas também teremos momentos inesquecíveis de amor, carinho, risos… e com um pouquinho de sorte (e muito com a educação, o carinho e o tempo de qualidade que dispensarmos para eles) teremos companheiros para a vida toda que nos dispensaram atenção e cuidados até nossa velhice, quando frágeis, nos tornarmos crianças novamente. É claro, tudo pode acontecer, mas seria o decorrer natural das coisas… Ou… podemos não tê-los… tudo bem, mas se isso for realmente um sonho, uma vontade natural, da alma… ahhh… quanta vida, quanto amor, quanta inspiração desperdiçada… não sei, mas falo por mim… é claro que, como todas as mães já passei por todas as etapas acima, mas nenhuma delas, nenhum desses momentos me fez achar que a minha escolha de ser mãe foi errada- pelo contrário, acho que foi a MELHOR ESCOLHA DA MINHA VIDA… Mas é como eu digo, pensar que nessa vida há alguma coisa que seja 100% flores é ilusão e quanto mais ajuda de um companheiro (ou uma irmã, mãe…) tivermos, com certeza a tarefa será mais leve e agradável, pois nos ajudará a ter mais tempo para nós e consequentemente menos estresse. Mas a melhor parte de tudo isso é AMAR!!!

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  8. Essa foi a melhor verdade que já ouvi sobre a maternidade. Parece que vivemos em segredo sobre esse assunto. Parece que esse lado “B” deve ser ocultado sendo que essa e a verdade que deveria ser mostrada.
    Eu sempre quis ser mãe, hoje sou mãe de 3. Sou louca pelos meus amores e SIM eu faria tudo de novo, mas fico puta em ver que todos idealizam uma maternidade de novela e claro que focados no núcleo rico.

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  9. Obrigada pela honestidade. Sonhei com a maternidade romantica toda a vida, e quando ela veio, inclusive não planejada, veio junto essa onda de sentimentos e problemas que vc descreve ai. Me sinto a pior pessoa do mundo por reclamar, ou simplesmente por nao dar conta. Me sinto infeliz por sentir falta da liberdade da vida de antes, me sinto presa, me sinto culpada só por sentir. E amo minha pequena mais fo que tudo na vida.. Obrigada por compartilhar isso… o alívio que sinto é infinito. E rumo a desromantização da maternidade. Por um mundo mais sincero e honesto!!!!

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  10. Concordo com a desromantização da maternidade, pois assim muitas pessoas que vivem suas vidas imaginando que tudo será como um conto de fadas, não irão fazer sofrer quem não pediu pra nascer. Afinal no início, a “maternidade” bem vivida requer que seu progenitor esqueça da sua vida e viva apenas pelo ser recém chegado. Coloquei maternidade entre aspas pq na verdade o mesmo deveria/deve valer para a paternidade. Sou pai de verdade e realmente absorvi todas as responsabilidades “como se fosse uma mãe”, pq é assim que acredito que as coisas devem ser. Meu trabalho é pesado e trabalho fora de 19h a 7h e cuido de minha filha sozinho durante o dia todo. Abandonei o emprego que tanto gostava para poder permanecer disponível durante os dias. Minha família mora bem longe e mesmo tendo condições, escolhi que não iríamos ter empregadas, pq afinal o que o filho precisa realmente são dos pais dedicados por perto. Minha filha não foi planejada mas durante os 9 meses pude ver o terror, vence-lo e aceitar a missão, como pai, da “maternidade desromantizada”. E não basta muito para ver que essa fantasia que pregam não é bem assim, é só refletir um pouquinho em como será a rotina como “mãe” para saber que não há nada de romântico nisso, há apenas trabalho duro e a responsabilidade de dar todo amor e cuidado ao novo ser. E somente após saber dessa realidade “nada romântica” é que começa o romance. Um romance entre mãe (incluem-se pais de verdades) e suas crias. Um romance tão lindo e intenso que ninguém conseguirá dimensionar até vivê-lo.
    Repito sou um pai que decidiu ser mãe, refleti e vi que não há nada de romântico em ser mãe, mas decidi ser. E mesmo ciente da árdua missão, quase surtei de estresse quando minha pequena fez 8 meses (começou a ter “vontades”, andar e explorar o mundo ao seu redor). Mas como “missão dada é missão cumprida”, me adaptei à super demanda de minha filha e foi o momento que o terror se tornou romance. E assim seremos só eu e ela até os 3 anos (quando ela irá pra escolinha). Aliás, não só eu e ela mais…. pois o irmãozinho dela, planejado, já está quase se juntando a nós neste mundo real.

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  11. maravilhoso. me tocou profundamente. é tão difícil lutar contra estigmas, mas esse texto me fez acreditar que não estamos solas. vejo uma geração de mães mulheres empoderadas da mais bela consciência de luta!

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  12. Obrigada também, Julia. Tenho uma filha de 1 ano e 3 meses, sai do emprego por escolha mas não do trabalho que levo comigo agora. E muitas coisas que você escreve aí é muita realidade do nosso dia a dia. E são nessas mulheres reais que gosto de ter como referência, gratidão. E você deve ser uma mulher fantástica, continue a nadar!

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  13. Nossa, que bacana Júlia! Fui criada numa familia mega catolica conservadora tradicional do interior de MInas, imagina isso!!! Hoje tenho 46 anos, vegana, solteira, sem filhos, sem namorado, nem noivo, nem marido, feliz da vida porque sou mesmo eu mesma, gosto de relacionamentos sem posse nem compromissos, amo meus casos, meus amigos, meus irmãos, sobrinhas e todos os animais!!. Sou ativista da causa animal, sou simplesmente eu, na minha essência. Nunca quis ter filhos, nunca sucumbi aos encantos da tradicional familia mineira onde a maternidade e o matrimônio são quase imposições! Depois que acessei minha consciência vegana (sim, ela sempre existiu, mas foi massacrada desde a infancia!), continuei não querendo filhos. Sem culpas, sem neuras. Sou assim, e pronto. Muito feliz por ser eu mesma. Não melhor nem pior que ninguém. Foram anos de terapia, reiki, homeopatia e acupuntura, para acessar a mim mesma. Consegui! Vivaa!! Nunca me senti bem seguindo os padrões, me encontrei para ser eu mesma, sem agredir ninguém. Meu sonho é um mundo vegano! Um dia minha irma que tem uma filha disse: voce só consegue fazer tudo o que faz porque não em filhos. Verdade. Gratidão por este texo iluminado, Júlia!

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  14. Discordo dessa sua afirmação de que nos querem mãe para que não contestemos, etc. Acho que o discurso feminista é que não inclui as mães…não coloca a maternidade como ponto fundamental e no centro das discussões. Por que não exigir mais direitos as mães? Por que não colocarem em questão a licença maternidade estendida, com horários flexíveis nos dois primeiros anos? Colocar a questão de gênero em pauta e excluir a maternidade é negar uma parte importante da mulher, não obrigatória é verdade, mas essa demonização da maternidade que o movimento feminista vem pregando há tantos anos é que é preocupante….quem escolhe ser mãe vira um alien, um ser bitolado…somos mulheres, podemos ser mães e deveríamos ter todo apoio para que isso acontecesse….ao invez de falar mal da maternidade, deveríamos buscar soluções que possam auxiliar e encorajar as mulheres a serem mães e continuarem suas atividades profissionais de maneira equilibrada….

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  15. Verdadeiro, sem frescura, e direto ao ponto. Um retrato sem filtro da mãe moderna.
    Acredito que muitas mães não passam por nenhum destes abalos, mas em algum momento o “romantismo” deixa de existir, é se torna realidade.
    Já fui muito criticada por ter apenas um filho, (que não preciso afirmar o quanto amo). Comentários como “mas ele precisa de uma irmãzinha!”
    “É quando vocês ficarem mais velhos?”
    Os dos primeiros anos do meu filho foram os mais difíceis que já passei, seu texto retratou minha vida em branco e preto. Todas as minhas amigas estão em casa e a maioria abandonou carreira. No momento estou estudando a distância e assim que meu pequeno começar o jardim da infância vou voltar ao mercado de trabalho, ou assim espero.
    Obrigada pela sinceridade, e por dar voz a nós mães, não românticas.

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  16. Só esqueceu de mencionar que existem também muitas mães que não se sentem assim e que não passaram nem por um décimo disso tudo que foi descrito. Sim elas existem.

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    1. Quando vc fala que ela esqueceu aqui de citar essas mães, tenho certeza que vc tb se esquece de citar as que sentem isso, qdo fala sobre maternidade. Não quero polemizar, só penso que no texto foi colocado o ponto de vista da autora, então ela não se esqueceu de colocar, pois ela não viveu isso. Cada um informa sua experiência, que é muito importante, pois forma um leque mais completo de informações de tudo aquilo que podemos ou não passar.

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  17. Sensacional! Li e compartilhei! Nunca tive vontade de ter filhos. Agora que o meu irmão e cunhada vieram morar em minha casa depois de anos no exterior, com 2 meninos, tenho menos vontade ainda. São encantadores! Mas, sugam a alma da mãe, muito desgastante. Ser mãe é abrir mão da sua autonomia da vontade, não pra mim!

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  18. Eu nao escreveria melhor! Eh tao opressor a ideia da perfeicao, da familia sorridente, claro com mais de um filho, porque inclusive nao basta ter um filho, a sua familia so eh perfeita e vc so fez o seu dever de casa se der um irmao para seu filho. Voce eh que tem que dar. Afinal Existem muitos exemplo de mulheres que conseguiram o sucesso professional e vc tambem vai conseguir, sim vale a pena Todo o seu sacrificio, nao por um mas por mais de um filho, as cobrancas nunca terminam. Elas sao diretas e indiretas… Me cansa, me Custa, eu quero decidir o que eu quero, o que meu marido quer, como vamos levar e sentir culpa, porque eh inevitavel, como diz a autora…

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  19. Cara, como homem de 60 anos e pai de dois filhos fiquei emocionado com seu depoimento de como é ser mãe, com de uma família de 6 filhos sendo 5 homens ou seja, éramos maioria. Não sei se foi minha mãe ou a época que casei na década de 80 mas eu já tinha um pouco desse sentimento. Um dia encontrei minha linda esposa que acabara de ter um bebê lindo chorando copiosamente junto ao bebê. Eu não entendia o porquê daquela tristeza e só percebi muito tempo depois. Meu pedido é que as mulheres inteligentes como você falem, ensinem aos homens, seus filhos, irmãos e maridos, mesmo porque não nascemos sabendo destas questões femininas, o que nos ensinam é outra coisa. Por incrível que pareça a responsabilidade desta nova visão ainda ficará sobre seus ombros.

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  20. Queria ter podido escrever um texto tão honesto, sincero e verdadeiro. Você foi capaz de transpôr em palavras tudo o que eu vivo e o que eu sinto de verdade no meu coração. Vou começar a mandar esse texto para as próximas pessoas que me perguntarem como anda a vida de mãe. Obrigada, Julia.

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  21. Com todo respeito, o texto me parece mais um discurso sexista, especialmente quando encerra assim: “E você nos subestima patriarcado, quando acha que a falta de tempo que a maternidade acarreta vai nos calar. Estamos juntando nossas forças. Nos aguarde.”
    Entretanto, o curioso é que, nos comentários acima, nos deparamos com vários homens confessando, de forma bem sincera, que sempre estão ao lado de suas companheiras, nos momentos mais difíceis…

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    1. Sou mãe, tenho 54 anos e minhas filhas já estão vivendo a vida delas. Achei o discurso exagerado e feminista. Passei por todas as fases da vidinha de um ser , acordar de madrugada para amentar, acordar uma hora antes delas, para que não tivessem que aturar meu mau humor matinal, escola, adolescência, vestibular. Minha casa foi sempre o ponto de encontro de seus amigos, que graças a Deus gostavam muito de mim. A maternidade romântica tem que ser desconstruída sim. Mas transforma-la numa via crucis? Não, não mesmo. E esse “nos aguardem”, prá que isso?

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      1. Tem muitos homens que assumem o papel como se fossem mãe sim. Hoje em dia isso tem se tornado cada vez mais comum. A mulheres só devem observar mais pra não escolherem homens que representam esse “sistema patriarcal”. Falar mal do “sistema” e escolher relacionar com um cara do “sistema”…. não entendo.

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  22. Muito legal a iniciativa!
    Sempre quis ter 4 filhos! Mas sou workholic também… Atividades incompatíveis definitivamente! Tive meu primeiro filho, trabalhando até o final da gestação e os 4 meses em casa foram um suplício! Eu não me reconhecia… E me sentia culpada de estar achando tão ruim a maternidade, culpada por estar sofrendo com a amamentação…
    Falo estas coisas todas q você escreveu para minhas amigas, e elas riem.. Me acham doida! Até terem filhos… As que tiveram sempre vem me agradecer dizendo que fui a única pessoa a dizer a verdade!
    Hoje continuo trabalhando, me virando em dupla jornada, mas muito feliz com meu filho único!
    Conte comigo pela maternidade sincera! 👍🏻

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  23. Mãe é mãe. Lambe sua cria e da sim conta de tudo. E tem que dar. Mãe é poderosa porque se mata pelo filho. É por esse instinto e não imposição que o Papai do Céu maravilhoso deu esse dom as mulheres. Infelizmente algumas não entendem a grandeza de ser mãe. De abrir mão de tantas coisas por causa de suas crias. De se sentir feliz e vitoriosa ao verificar o peso de seu filho apos um mês árduo de difícil de amamentação. A mãe que está preparada emocionalmente e psicologicamente para ter um filho, abre sim mão de muito pelos filhos e fez isso com muita satisfação e felicidade. Tendo a certeza que recebeu um dom. Me sinto a pessoa mais importante do mundo quando a minha filha de quatro meses me olha como se eu fosse um pedaço de carne. kkkkk Pior ainda, instintivamente ela me seduz para que eu seja maravilhosa pra ela. Instinto de sobrevivência. Me sinto maravilhada quanto o meu filho de 10 anos me olha todo orgulhoso e feliz quanto passo a noite toda cuidando da casa pois não tenho tempo durante o dia. Afinal estou cuidando de um bebe e ainda trabalhando. Não quer ter filhos, não os tenha.

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    1. Será q é assim? “Não quer ter filhos, não os tenha?” Eu nem vou estender a questão, vou apenas citar um exemplo do ocorreu comigo, mulher casada há 20 anos, mãe de um menino de 15 anos, que, aos 40 engravidou acidentalmente. Não queria mais filhos, então usei pílula por 15 anos ininterruptamente. Quando procurei o médico e agendamos a ‘laqueadura”, uma semana depois, engravidei. Foi um desespero só! “Abortar é crime”, não pode!, diz a sociedade opressora… A saída é trabalhar o psicológico e assumir, pois ainda neste discurso opressor, se lê:”Se vc deu, agora aguenta!” Fiquei semanas em estado de nem sei dizer o quê, inconformada, pois, “pobre pode de ter um filho e olha lá!” Uma amiga me advertiu que era melhor uma gravidez que um câncer, concordei com ela. Aceitei como sendo “a vontade de Deus” pra mim… Minha filha é um encanto de criança, saudável, inteligente, mas tive de adiar sonhos, tive de abrir mão de planos quase concretizados porque me tornei mãe de novo. Mãe não é opção. Quando acontece, é inevitável.

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  24. Será q é assim? “Não quer ter filhos, não os tenha?” Eu nem vou estender a questão, vou apenas citar um exemplo do ocorreu comigo, mulher casada há 20 anos, mãe de um menino de 15 anos, que, aos 40 engravidou acidentalmente. Não queria mais filhos, então usei pílula por 15 anos ininterruptamente. Quando procurei o médico e agendamos a ‘laqueadura”, uma semana depois, engravidei. Foi um desespero só! “Abortar é crime”, não pode!, diz a sociedade opressora… A saída é trabalhar o psicológico e assumir, pois ainda neste discurso opressor, se lê:”Se vc deu, agora aguenta!” Fiquei semanas em estado de nem sei dizer o quê, inconformada, pois, “pobre pode de ter um filho e olha lá!” Uma amiga me advertiu que era melhor uma gravidez que um câncer, concordei com ela. Aceitei como sendo “a vontade de Deus” pra mim… Minha filha é um encanto de criança, saudável, inteligente, mas tive de adiar sonhos, tive de abrir mão de planos quase concretizados porque me tornei mãe de novo. Mãe não é opção. Quando acontece, é inevitável.

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  25. Concordo com as conclusões do texto : com certeza ser mãe não é para as fracas. Quem não se sente forte suficiente tem o dever de não se reproduzir, e sim tentar procurar nos prazeres pessoais uma outra forma de se realizar.

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  26. Na real, a sociedade te vende essa “maternidade romântica” pelo motivo mais óbvio de todos, nada de teorias da conspiração alucinantes do “sistema patriarcal”, para que vocês fiquem quietas, menos participativas.

    A sociedade é capitalista, os pilares de seu funcionamento sãos as corporações e os governos, e eles/elas precisam de clientes, eles/elas precisam de fregueses… então, quanto mais gente no mundo, melhor, mais dinheiro gerado. E uma mãe também se torna uma consumidora muito mais voraz do que a mulher que ainda não possui um filho.

    No mundo moderno tudo é voltado para gerar dinheiro, o pessoal (corporações/governos) não querem mais que vocês, mulheres, sejam quietas dentro de suas casas… eles querem que vocês sejam ativas, vocês ativas = mais lucro para eles… muito maior o lucro gerado o homem com a mulher, juntos, do que só com o homem, sozinho.

    Isso é capitalismo 101, como dizem, não tem nada dessa coisa louca que é para te deixar sozinha dentro de casa, quietinha, para não incomodar… isso podia ser assim há uns 100 anos atrás, hoje isso já foi esquecido, você, a mulher ativa, já virou planos de negócios.

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    1. Pelo contrario, não tem melhor consumidora do que uma feminista que trabalha para adquerir seus sonhos materiais; bem o oposto de uma mae que poupa e cuida da sua familha e do seu lar. Esse texto é uma babaquice sem nome.

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  27. Isso td pode ser evitado podendo escolher entre a maternidade ou não. Porque a maternidade tem sim o seu romantismo. Uma pena não perceberem. Td na vida existe um caminho de aprendizado que é necessário sacrifícios, perdas…, mas nisso td tbem colhemos vários momentos doces, românticos que nos alimentará para o resto de nossas vidas. Perdão mas a autora ainda não compreendeu o verdadeiro milagre da vida. Se escolhemos ou precisamos trabalhar e mantermos a maternidade se sabe que o caminho será muito mais árduo. Por isso existe o planejamento familiar. Precisamos entender que toda causa existe uma consequência. Nós mulheres temos muitas dores, mas isso não precisa ser vitimizado. Busquemos força, ajuda, sejamos honestas conosco mesmas e assumamos os nossos atos. Mas uma vez amor é uma escolha um compromisso com as responsabilidades. Diante do amor materno temos sim respostas infinitas de romantismos. Agora a escolha é pessoal. Ou vc se torna uma mulher que ama seu emprego como seu marido e seu filho. Aonde este te fará passar noites tbem mal dormidas, escutará reclamações, exigências e doenças físicas e psicológicas. Ou então escolhe viver a vida comum tendo todos os sacrifícios do casamento e da maternidade e é claro porque não, trabalhar fora. E ainda assim sentir o romantismo da vida em família.

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  28. Esse texto traduz fidedignamente o que eu vivo!
    Existem pessoas que conseguem desenvolver tudo numa boa? Existe! existe aquela mãe que posta foto do bebê saudável, do papai sempre presente e da mamãe linda que ainda vive sua vida como se nada tivesse acontecido? Existe também!!!!
    Existe aquela mãe que diz seu tempo é você quem faz, mas por traz desse discurso “lindo” tem uma vovózinha dedicada? Ah! Como existe!
    Me vi integralmente nesse texto. Meu filho tem 8 meses, ainda hoje é difícil, mas estou conseguindo aos poucos construir uma nova rotina com tempo para mim e para meu casamento! Me vi no texto, nos comentários e inclusive vi meu esposo nos comentários dos homens… Meu marido põe roupa pra lavar, troca o bebê, da papinha…mas em sua vida, em seu corpo,talvez nada tenha mudado….e eu cobro muito dele por isso, não me pergunte porque, às vezes me coloco no lugar dele também, já que é um paizão e está sempre buscando sem referências ser acima de tudo companheiro!
    Obrigada pelo texto sincero, às vezes quando vc começa a falar sobre esse assunto muita gente olha torto, tipo: Tá com depressão pós parto, não nasceu para ser mãe!, que loucura! E as cobranças de um corpo “bela falconi”, “puglieses”, “Cláudia leite”, me deixe viu? Quem aqui que pariu,sumiu e quando apareceu o primeiro das outras pessoas não foi direto na sua barriguinha saliente? Hum? Quem não se cobra por ter uma amiga magérrima que pariu e nem parece? Sei que muitas que antes se sentiam confiantes, sedutoras, hoje se quer tira o baby dool ao deitar-se na cama…. Amo meu filho, venho tentando dar pra ele tudo que não tive afetivamente, mostrando principalmente os valores de uma família….de um pai, de uma mãe, mãe que mesmo sendo mãe tem sua vida!!!

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  29. Não vejo como uma forma de opressão para nos vender a maternidade, pôr as mães sempre sorrindo, santas, belas e coisa e tal.Acho que mãe é isso tudo sim. Não sinto que o markenting do sistema patriarcal, (nem sei se isso existe de fato) tem esse poder de inserir a vontade de ser mãe em alguém. Pra mim essa vontade se deve ao simples fato de sermos: humanas. O texto diz que: “Uma mãe é uma mulher com muito menos tempo de incomodar e de reivindicar seus direitos na sociedade.” Uau que grande absurdo. Depois que me tornei mãe os meus direitos como mulher se tornarão muito mais claros, a minha sede por justiça no mundo se tornou ainda mais sensível e mais necessária, passei a me compadecer ainda mais pelas as mulheres, pelos homens, pelos animais, a terra, enfim tudo que engloba vida.Eu não sabia que eu era forte, eu não sabia que até meu medo de agulhas sumiria, depois que me tornei mãe isso aconteceu! Agora mães, de verdade como a gente consegue? Hein ? Ser Mães, Mulheres, trabalhadoras, dona de casa, esposas, namoradas, solteiras, estudantes, amigas, doulas, chefes, funcionárias?! Será mesmo que não temos tempo de reivindicar nossos direitos?
    Lembrem que estou expondo meus pontos de vista, concordei em outras coisas no texto, como quando ele diz: que a maternidade é uma responsabilidade pesada, e é preciso querer muito.
    Depois fala de muitos desafios na maternidade, a inveja da vida do pai, que a autora diz; segue tão igual a antes,(hum, será?) abrir mão da vida profissional ou não, arrependimento de ter se tornado mãe, falta de opção,sentimento de solidão, depressão.Enfim como eu disse acima, diversos desafios, porém esses desafios são parte de uma vida, não é só mãe que se arrepende, não é só mãe que tem dúvidas, não é só mãe que luta para que seus direitos sejam honrados e respeitados,não é só mãe que tem mudanças visíveis em seu corpo, não é só mãe que se sente exposta,não é só mãe que se culpa, e a sociedade aponta o dedo em cima de muitas outras coisas além das mães,não é só porque você se torna mãe, não deve mais sair se divertir,você não pode chorar e nem ficar com raiva, ou se expressar. No meu ver isso faz parte de um todo chamado humanidade, onde todos são diferentes e iguais ao mesmo tempo. Faz parte da vida, das escolhas, faz parte da terra que vivemos. Agora querer tirar a beleza poética de tudo isso não desce na minha garganta de forma alguma. Porque viver é poesia, e conseguir ser mãe, seja pelo parto ou pelo coração, Isso é lindo sim, isso é poético sim é louvável, é belo, é forte, é abrir mão de coisas, e ver sua mente e seus conceitos mudarem e você crescer.
    Chega a ser meio contraditório o final do texto, mas eu até gostei do final.
    Eu só não sei se a luta pelos direitos são a favor das mães ou contra o “patriarcado”.

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  30. Acho que vamos sentir falta…
    Compreendo as razões e o desabafo. Mas, vamos lá…Desde sempre sei que ser mãe não é apenas um mar de rosas. Sei que requer sacrifícios, sei que não seria simples e tranquilo. Por isso, talvez, não tenha tido uma gravidez indesejada….por isso, soube que ser mãe deveria ser uma decisão tomada com responsabilidade. Sei também que não ser mãe é uma opção que em nada diminui a mulher.
    Por isso, decisão pela maternidade foi compartilhada com o pai. Por isso, o pai participou de tudo: só não gerou ou amamentou. De resto, fez e faz de tudo. Não me ajuda. Fazemos juntos. Muitas vezes, faz ele. As consultas do pré-natal, o aprender o que fazer aos primeiros sinais do parto, o aprender a cuidar do bebê recém-nascido, a educação dos filhos, a saúde da família. Ah, a primeira sopinha, a janta, o almoço, etc.
    A mãe é a mulher que não age…? Não age…? Não incomoda? Não trabalha? reflita bem.
    Ter filhos muda nossas vidas…mudas as nossas vidas… muda a vida do casal. Não, a vida dele não pode ser tão igual à de antes. Não pode, não deve. O pai também tem enormes responsabilidades. Só não pode gerar e amamentar. De resto, pode assumir muitas responsabilidades e essa negociação, tácita ou não, deve se estabelecer. Com amor, carinho. Não, nunca desejei ser homem. Agradeço o dom de ter tido, em duas oportunidades uma vida se formando em meu ser: quanta emoção! Quanta emoção também é amamentar…Não, nunca quis ser homem. Sei que não é fácil…ninguém, absolutamente ninguém me disse que seria. Não devemos aturar nada, devemos buscar nossa felicidade. Afinal, infelizes faremos nossos filhos infelizes também. Quem sonhou com a maternidade romântica? Quem, em nossos dias, realmente espera que a maternidade será fácil, feita apenas de alegrias, tranquila? Quem?
    O romantismo tem sido desconstruído de muitas formas, acho que sentiremos falta dele.

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  31. Acho que vamos sentir falta…
    Compreendo as razões e o desabafo. Mas, vamos lá…Desde sempre sei que ser mãe não é apenas um mar de rosas. Sei que requer sacrifícios, sei que não seria simples e tranquilo. Por isso, talvez, não tenha tido uma gravidez indesejada….por isso, soube que ser mãe deveria ser uma decisão tomada com responsabilidade. Sei também que não ser mãe é uma opção que em nada diminui a mulher.
    Por isso, decisão pela maternidade foi compartilhada com o pai. Por isso, o pai participou de tudo: só não gerou ou amamentou. De resto, fez e faz de tudo. Não me ajuda. Fazemos juntos. Muitas vezes, faz ele. As consultas do pré-natal, o aprender o que fazer aos primeiros sinais do parto, o aprender a cuidar do bebê recém-nascido, a educação dos filhos, a saúde da família. Ah, a primeira sopinha, a janta, o almoço, etc.
    A mãe é a mulher que não age…? Não age…? Não incomoda? Não trabalha? reflita bem.
    Ter filhos muda nossas vidas…mudas as nossas vidas… muda a vida do casal. Não, a vida dele não pode ser tão igual à de antes. Não pode, não deve. O pai também tem enormes responsabilidades. Só não pode gerar e amamentar. De resto, pode assumir muitas responsabilidades e essa negociação, tácita ou não, deve se estabelecer. Com amor, carinho. Não, nunca desejei ser homem. Agradeço o dom de ter tido, em duas oportunidades uma vida se formando em meu ser: quanta emoção! Quanta emoção também é amamentar…Não, nunca quis ser homem. Sei que não é fácil…ninguém, absolutamente ninguém me disse que seria. Não devemos aturar nada, devemos buscar nossa felicidade. Afinal, infelizes faremos nossos filhos infelizes também. Quem sonhou com a maternidade romântica? Quem, em nossos dias, realmente espera que a maternidade será fácil, feita apenas de alegrias, tranquila? Quem?
    O romantismo tem sido descontruído de muitas formas, acho que sentiremos falta dele.

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  32. Isso sem falar das mães de filhos especiais ne
    Ser mae deve ser padecer no Paraíso mesmo
    Não sinto vontade de ser mãe agora
    Mas acredito que esssa vontade brotara em mim ainda

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  33. Querida, e depois de ler este texto posso te tratar por Querida, você me leu, me transcreveu e tirou meu ar. Enquanto lia, senti todos os músculos do meu corpo queimarem, arderem como em uma desintoxicação física, química e psicológica. Ao termino me senti renovada, me senti normal, me senti acompanhada!

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  34. Nossa e os dias que a gente só quer sentar e chorar? E todos os julgamentos? de homens e principalmente das outras mulheres! e aquela sensação de estar fazedndo tudo errado? Fora o cansaço, o desgaste, a melancolia… e quando vc não aguenta mais e explode ainda tem que ouvir que você é descontrolada, destemperada! “Você tem que ficar mais calma, pelo seu filhx.” Seu texto descreveu minha vida, que pelo visto não é só minha, bom saber que pelo menos não estou só. Gratidão.

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    1. Toda e qualquer escolha na vida, significa uma renúncia. Se você escolhe ser mãe e tem o mínimo de noção, sabe que uma criança exige tempo e dedicação. Engravidei nova, fazendo faculdade e estágio e nunca tive essa visão da maternidade que o texto mostra, muito pelo contrário, me deu muito mais maturidade e força de vontade para dar uma boa educação e um futuro decente ao meu filho. Achei bem exagerado as emoções do texto, quase que gritando: “NÃO TENHAM FILHOS”. Nunca deixei de ir ao banheiro tranquila, ou de não tomar banho por dias, sempre levava ele junto no carrinho e hoje, com 1 ano e 7 meses me acompanha em tudo que faço. Acredito que quando as coisas são feitas com amor e dedicação, tudo se arruma um jeito. Eu tenho muito amor por tudo que faço pelo meu filho, de arrumar a lancheira, de levar ele ao colégio, da hora do banho, de contar historinha, de dormir junto. Cansativo? Sim, porém, GRATIFICANTE!

      Mãe tem suas vontades e necessidades jogadas para o lado para atender a cria. “Ahhhh mas mãe que é mãe faz isso feliz”. Ela tem escolha?

      Isso já resume tudo o que esta mãe sente. “Ela tem escolha?” Ou seja, se ela tivesse, não faria.
      Que triste encarar o seu filho como um fardo, um problema, um desestimulo, uma obrigação chata…
      Vamos nos amar, não só como éramos antes, mas como mães e valorizar o que nós fazemos pelos nossos filhos, sem esse sofrimento, essa autopiedade e vitimismo.

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